segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ansiedade

Recebi via e-mail e achei que merecia um post, pois é um assunto que nos atinge praticamente todos os dias. Espero que gostem!!



"Olá Débora,


Hoje, procurando no google sobre alimentos sem lactose e glúten, conheci seu blog. Gostaria de parabenizá-la pela iniciativa, pois estou achando tão difícil encontrar informações sobre este estilo de alimentação...


Assim, como você, também estou descobrindo que meu corpo não tolera muito bem lactose e glúten, mas isso depois de meses e mais meses enfiada em consultórios médicos com crises de gastrite que me renderam até uma internação. Enfim, é tudo muito sofrido até a gente encontrar o que pode ser um dos agentes agravantes, você deve conhecer bem esta história.


Bom, só tem um trecho na sua descrição, que gostaria de comentar. Quando você diz que “aprendeu a lidar com a ansiedade”, o que exatamente significa isto? Estou perguntando, talvez sendo até meio intrometida (risos), pois passo também por problemas de ansiedade crônica e até alguns problemas de saúde, como fibromialgia, que hoje sei estarem diretamente ligados ao quadro de ansiedade crônica. O que você fez para mudar isto, para se sentir melhor? O que indicaria?


Bem, não vou me estender muito. Parabéns pelo blog, muita força na sua dieta e um ótimo final de semana!!


Abraços,
Tatiana."


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Bom Tati... realmente é difícil lidar com ansiedade. E na verdade, estou aprendendo continuamente. Às vezes esqueço e volto aos hábitos antigos. Mas quando eu percebo, já tento entrar na linha novamente. Vou copiar um texto logo abaixo, uma amiga que é psicóloga me mandou. Inclusive, fiz vários meses de terapia com ela, antes de casar e depois. Ela me ajudou muito a me entender. Se você tiver oportunidade, procure ajuda de uma psicóloga (o). Ajuda muito!


Abaixo segue o texto:


"O que nos Impede de Emagrecer"



Buscar estar bem consigo mesmo e com sua imagem corporal é um dos grandes desafios do mundo moderno. O fato das pessoas engordarem e emagrecerem com oscilações, faz com que as pessoas fiquem presas a balança, gerando um ciclo vicioso na comida, capaz de intensificar ainda mais a dificuldade de emagrecer.
Após vinte anos de estudos científicos e terapias de grupo, Judith Beck chegou a algumas conclusões consideráveis sobre os principais fatores que levam as pessoas viverem em constante luta para manter a forma. Ela descobriu que um dos motivos que mais interferem para a pessoa não conseguir manter o peso são seus pensamentos sabotadores. Toda recaída na alimentação começa primeiramente no pensamento, depois na ação, ou seja, se a pessoa consegue dominar seus pensamentos, ela certamente conseguirá ter controle alimentar, mas para isso é preciso descobrir quais são esses pensamentos sabotadores.
Eu li todo o material dessa autora e resolvi resumi-lo para você obter as informações necessárias. São estes:
- "Não há nada de mal comer essa comida, porque isso não vai me engordar". Quem pensa assim não percebe que de grãozinho em grãozinho, a galinha enche o papo e o resultado pode ser o aumento de peso.
- "Comer isso não vai fazer diferença". A pessoa que pensa assim está subestimando as conseqüências que se apresentarão futuramente. Cuidado!
- "Já que exagerei um pouquinho, posso também comer tudo o que quiser no resto do dia." Esse pensamento ilusório pode custar muito caro.
- "Minha amiga pensará que eu farei pouco caso da comida dela se eu comer só isso". Pensar assim pode ajudar sua amiga, mais pode acabar com o esforço de uma semana inteira de empenho com a alimentação.
- "É muito difícil fazer dieta. Acho que vou desistir." Uma dieta pode se tornar mais fácil ou mais difícil, de acordo com aquilo que você pensará sobre ela. Tente facilitar as coisas e pensar que os obstáculos são muito menores do que os resultados que você irá colher.
- "Eu sou muito ansiosa e não tenho autocontrole. Sei que isso nunca vai mudar." Não pense assim, pois todos que já lutaram contra a balança já tiveram esse pensamento, mas não deram atenção para ele. Se você acreditar nessa mentira, você poderá se arrepender profundamente, além de não conhecer quais são suas verdadeiras habilidades."
Lembre-se: Você tem que viver cada dia como se fosse único. Um dia de cada vez fica mais fácil tolerar as dificuldades, do que você pensar no sofrimento de todas as semanas. Na verdade, o cuidado é para toda vida, mas há como diminuir esse sofrimento, mudando apenas a maneira como você pensa.
Todas as vezes que esses pensamentos sabotadores resolverem se manifestar, acabe com eles para não facilitar uma recaída. É você que controla o problema e não o problema que controla a sua vida. Atente-se para isso.


Texto de Karine Rizzardi
Psicóloga especialista em Família e Casais
Instituto Linnea
Cascavel-Pr

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*Tati, tem um livro que eu comprei e que é ótimo. Se chama "A Dieta Definitiva de Beck". É o livro que está citado no texto acima. Esse livro, combinado com as sessões de terapia deram um arranque para eu mudar meus hábitos, não somente alimentares, mas emocionais também. Espero ter ajudado! ;)

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terça-feira, 6 de julho de 2010

Açúcar Refinado

Pessoas... li um artigo neste site e quase fiquei louca com as coisas que li. 
Achei interessante repassar a vocês!
Abraços!




AÇÚCAR BRANCO

Até cerca de 300 anos atrás a humanidade não usava aditivos doces na sua dieta ordinária. Os povos antigos, civilizações passadas, brilhantes exércitos não conheciam o famoso aditivo doce.
O mel era usado eventualmente, mais como remédio.
Este processo histórico prova que o açúcar branco é desnecessário como alimento. Foi só a partir dos dois últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido e consumido de forma cada vez mais intensa. Com a sofisticação da técnica, purificou-se mais ainda o açúcar de cana retirando-se dele apenas a sacarose branca. Hoje somos uma civilização, consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar.

O açúcar branco é o resultado de um processamento químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos – desconhecidos em sua maioria –, sendo que aditivos como clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes pertencem a grupos químicos sintéticos muitas vezes cancerígenos e sempre danosos à saúde. Devemos considera-lo como um produto quimicamente ativo, pois, sendo o resultado de uma síntese química e um produto concentrado. Quando são retiradas da garapa e do mascavo suas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas etc., resta apenas o carboidrato, pobre, isolado, razão pela qual devemos considerar o açúcar como um produto químico e não um alimento.

O corpo humano não necessita de açúcar branco.
O que é realmente necessário é a glicose, ou seja, a menor partícula glicídica dos carboidratos. A glicose, por sua vez, é importante para o metabolismo, pois produz energia ao ser “queimada”. Embora se diga que “açúcar é energia”, sabemos bem que a citação é apenas modesta, pois, na verdade, deveríamos dizer que “açúcar é superabundância de energia química concentrada” e eis aí o problema: açúcar é sempre excesso de energia, além das necessidades reais, e este excesso tende a depositar-se, a exigir trabalho orgânico extra, a diminuir o tempo de vida, pois a célula só usa o que necessita, todo o resto passa a “estorvo” metabólico.
Outro fato importante é que, ao consumir um produto extremamente concentrado, isolado, exigiremos do organismo uma complementação química. Por exemplo, vai exigir muito cálcio e magnésio do metabolismo e das reservas; ele “rouba” os nossos depósitos de um modo diretamente proporcional a quantidade ingerida. Podemos dizer então que o açúcar é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante e empobrecedor metabólico. Açúcar não é “alimento”, mas um poderoso “antinutriente”, um grande ladrão.
Razão pela qual Willian Dufty, em seu mais que consagrado livro sobre o açúcar, o “Sugar Blues”, considera-o como uma “droga doce e viciante que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização”. Seus efeitos nunca são imediatos, mas lentos, acumulativos, insidiosos, drenando a saúde aos poucos.

O consumo da droga doce vem aumentando nos últimos anos. Se levarmos em conta que não necessitamos de açúcar, tudo o que se consome é excessivo, supérfluo, além do que o corpo precisa. Lembramos que 100 por cento dos carboidratos (farinhas, cereais, açúcar das frutas, etc.) transformam-se em glicose, 60 por cento das carnes ingeridas e até mesmo 15 por cento das gorduras e óleos também se convertem em glicose; é assim que normalmente mantemos as necessidades bioquímicas do corpo. Isso explica por que povos antigos não necessitavam de açúcar extra. Se julgarmos que açúcar é essencial, então devemos ter como certo que cada viking, mongol, huno, árabe, grego ou romano deveria consumir cerca de 300gr por dia de um açúcar que naquelas épocas absolutamente não existia.

Os conhecimentos e conceitos científicos, principalmente em nutrição, têm sido manipulados, truncados e adulterados. Devemos entender que a alimentação comum, sem aditivos doces, contém quantidades suficientes de glicose que são armazenadas no fígado sob a forma de glicogênio; em situações de necessidade essas reservas de energia são mobilizadas e entram na circulação sanguínea.

Hoje, ingerimos mais “energia” do que precisamos. Paradoxalmente, quem come muito açúcar fica dependente organicamente do mesmo e tende a ter menos força. Grandes consumidores de açúcar geralmente são fracos, astênicos, que não podem fazer quase nada sem usar um pouco de doce.

Aqui, num dos maiores produtores de açúcar do mundo, (Brasil) consomem-se cerca de 200 g por dia – por pessoa, o que é pouco comparado aos EUA: 400 g em média, por dia. É claro que somos obrigados a falar em termos de média de consumo, pois existem aqueles que não usam nada, até grandes viciados que usam perto de 1000 g diárias e até mais.

Mas um povo como o nosso, usando 200 g diárias per capita consome cerca de seis quilos por mês, o que admite 72 quilos por ano, e tudo isso além das necessidades metabólicas, geralmente ingeridos por puro “prazer”, ou seja: docinhos, chocolates, sorvetes, tortas, pudins, sucos ultra-açúcarados etc. Isso nos leva a consumir quase uma tonelada do pó branco em cada dez anos de vida. Então um homem de 35 anos geralmente fez passar pelo seu sangue, até hoje, cerca de três toneladas de açúcar. Perguntamos se, sinceramente, as autoridades e os profissionais ligados à saúde acham que tal abuso não causa dano algum.


Açúcar Branco Como Causa de Câncer e Doenças Modernas

Sabemos bem que o açúcar é o principal representante da alimentação industrializada moderna. Temos consciência de que 85 por cento das doenças modernas são provocadas pela poluição alimentar e por uma nutrição desequilibrada. Por ser considerado então como um produto antibiológico, ou antivida”, ele está diretamente ligado à causa ou à colaboração para o surgimento de várias doenças, como a arteriosclerose, o câncer, a leucemias, o diabetes, as varizes, as enxaquecas, as distonias neuro-vegetativas, insônia, asma, bronquite, distúrbios menstruais, infecções, pressão alta, prisão de ventre, diarréias crônicas, perturbações e doenças visuais, problemas de pele, distúrbios glandulares, anomalias digestivas variadas, cáries dentárias, problemas de crescimento, osteoporose, ossos fracos, doenças do colágeno, doenças de auto-agressão etc.

Podemos considerar também o açúcar como cancerizante, pois é imunodepressor, quer dizer, faz diminuir a capacidade do organismo quanto às suas defesas e principalmente por eliminar o importante íon magnésio, devido à forma excessiva como é consumido hoje.

A incidência do câncer de mama pode variar consideravelmente de um país para outro. Muito rara no Japão, por exemplo, a doença torna-se comum entre as japonesas que imigram para os Estados Unidos. Depois de estudar diversos fatores que explicassem o fenômeno, os cientistas Stephen Seely, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, e D. F. Horrobin, do Instituto e Pesquisa Efamol, de Kentville, no Canadá, concentram suas atenções num deles, a alimentação – e, em artigo publicado na última edição da revista inglesa New Scientist, levantaram a hipótese de que uma das causas do câncer de mama possa ser o açúcar.

Seely e Horrobin compararam os índices de consumo per capita de açúcar e as taxas de mortalidade por câncer de mama em vinte dos países mais ricos do mundo. Revelou-se que as nações que mais comem açúcar são exatamente as que apresentam mais óbitos – por ordem decrescente, a Grã-Bretanha, a Holanda, a Irlanda, a Dinamarca e o Canadá.

Os cientistas avançam uma explicação para as propriedades cancerígenas das sobremesas. Uma parte da glicose contida no açúcar – cerca de 30 por cento – vai direto para a corrente sanguínea.
Para fazer face e esse súbito aumento da taxa de glicose no sangue, o pâncreas produz mais insulina, o hormônio encarregado de queimar açúcar. O tecido mamário depende desse hormônio para crescer. O mesmo acontece com as células do câncer de mama. Seely e Horrobin supõem que a inundação do seio pela insulina, em seguida à ingestão de açúcar, criaria assim as condições ideais para o surgimento do tumor.


Açúcar Como Fator Principal da Hipoglicemia e Diabetes

Um dos efeitos mais diretos dos excessos de consumo do açúcar é a hipoglicemia, ou seja, falta de açúcar no sangue. Hipoglicemia é um distúrbio que se manifesta sob variadas formas, determinando mais comumente langor, fraqueza, sensação de desmaio iminente, vertigens, tonturas, prostração, angústia, depressão, palpitação cardíaca, sudorese, sensação de irrealidade etc. A depressão provocada é variável, dependendo do indivíduo, podendo ser ausente ou fraca ou até mesmo extremamente forte, incapacitante.
Sabemos que muitas pessoas são tratadas pela psiquiatria e até internadas por depressão, cuja única origem é hipoglicemia, ou falta de açúcar em demasia, e se pesquisarmos, grande parte desses pacientes usa muito açúcar. O mecanismo é muito simples: ao consumirmos açúcar em demasia, o organismo, através das células beta das ilhotas de Langherhans do pâncreas, produz muita insulina, que é o hormônio responsável pela “queima” da glicose do sangue. Ora, quanto mais açúcar é consumido, mais insulina é produzida.
Com o tempo, e com o consumo continuado, o pâncreas produz mais insulina do que o necessário, pois a sua liberação depende da avaliação da intensidade de estímulos gástricos e da dosagem de glicose proveniente do sistema porta e hepático. Um pouco mais de insulina determina queima a mais de glicose, gerando falta.

O nosso organismo dispõe de um sistema de regulagem que mantém entre 70 e 110 mg de glicose em cada 100 ml de sangue. Mais insulina do que o normal vai produzir uma queda destes níveis, determinando hipoglicemia. O cérebro é o órgão mais diretamente afetado com isso, daí os mais freqüentes sintomas de depressão, tremores, agitação. O tratamento em caso de hipoglicemia é o primeiro uma boa avaliação e depois diminuição lenta do consumo de açúcar, paralelo a uma dieta bem apropriada. Quase é necessário acompanhamento médico abalizado.

A evolução natural da hipoglicemia, embora muito variável, é o diabetes. Dependendo de uma série de fatores o pâncreas pode entrar em “cansaço” após anos de produção excessiva de insulina; ele começa a produzir menos do que o necessário e como resultado começam a aumentar no sangue os níveis de açúcar, determinando uma hiperglicemia. Nesta situação os sintomas já são completamente diferentes da hipoglicemia. Aqui o paciente não sente nada, a não ser muita sede, muita vontade de urinar e talvez muita fome. O açúcar circulante começa a ser depositado e os problemas do diabetes vão surgindo.

Parece-nos importante que antes de pesquisar um vírus como causa do diabetes, que se compreenda a importância do excesso de consumo de açúcar como gênese mais direta da doença, talvez devido ao enfraquecimento biológico-imunológico que permita a penetração de um vírus. A verdade é que as estatísticas e os estudos de médicos integralistas apontam que diabéticos comuns consumiram muito doce e que diabéticos insulino-dependentes tiveram parentes que o faziam ou eram já diabéticos. Dados oficiais já apontam hoje que perto de 30 por cento da população do 1° mundo é pré-diabética e hoje cresce o número de diabéticos no mundo.


O Açúcar Branco é Apontado Como Principal Causa da Diminuição da Resistência às Infecções, Subnutrição e Morte no Terceiro Mundo

Existe muita preocupação na diminuição da mortalidade infantil no Terceiro Mundo, onde impera a desnutrição, a diarréia, e as doenças carenciais. Porém não se tem prestado atenção à presença do açúcar como fator desmineralizante e desvitaminizante, usado em abundância na dieta das crianças nos países subdesenvolvidos. Vários estudos têm mostrado que a quantidade de proteínas na dieta desses povos é freqüentemente próxima daquela apontada pela FAQ como básica para o desenvolvimento e crescimento (0,635 g por quilo de peso por dia além dos dois anos de idade). Então acredita-se que a causa dos problemas relacionados com essas crianças seria devido à má higiene, a agentes vetoriais de doenças, verminose, falta de saneamento básico, leite materno fraco etc. Estes são estudos mais modernos, pois até agora coloca-se que a falta de proteínas na alimentação é causa determinante.

Califórnia, cientistas da Escola de Odontologia da Universidade de Loma Linda provaram que o poder bactericida dos leucócitos (capacidade das células de defesa destruírem bactérias) diminui muito quanto mais alta a taxa de açúcar no organismo.
A célula de defesa de uma pessoa que não usa açúcar é capaz de destruir cerca de 14 bactérias invasoras, ao passo que se essa mesma pessoa ingerir 24 colherinhas rasas de açúcar branco o seu leucócito é capaz de destruir apenas uma bactéria.

Existem muitos livros hoje publicados que apontam a ação negativa do açúcar. Num interessante trabalho dos Drs. Wilder e Kay, denominado “Handbook of Nutrition” encontramos a seguinte citação: “O açúcar não supre coisa alguma à nutrição, apenas calorias. As vitaminas oriundas de ouros alimentos são erosadas pelo açúcar para poder liberar calorias”.

Apesar das inúmeras provas contra o açúcar como as apresentadas aqui, verificamos a continuidade de uma intensa propaganda aconselhando seu uso e, o que é pior, médicos mal-informados permitindo e incentivando o consumo do mesmo. Temos o exemplo do Dr. L. Rosenvold que, na pág. 22 do seu livro “Nutrition for life”, afirma o seguinte: O açúcar branco é um alimento quase ideal, barato, limpo, branco, portátil, imperecível, inadulterável, livre de germes, altamente nutritivo, completamente solúvel, totalmente digerível, não requer cozimento e não deixa resíduos. Seu único defeito é a sua perfeição. É tão puro que o homem não pode viver dele.”

Hoje existem toneladas de livros escritos sobre nutrição; qualquer um julga-se capaz de publicar algo no gênero.
O Dr. Rosenvold apontou apenas duas verdades na frase acima, que o açúcar é branco e portátil... O maior absurdo da sua citação é que o açúcar é altamente nutritivo”... Curioso é que o açúcar só tem glicose, sendo pobre em tudo o mais...


O Que Usar? Não Precisamos de Açúcar?

É necessário reaprender a sentir o sabor natural dos alimentos, sem acrescentar nada. Eventualmente poderemos usar mel ou açúcar natural de cana, o mascavo, em pequenas quantidades.
Percebemos que assim teremos até mais energia do que o normal, apenas por ter evitado desgastes excessivos com ingestão de superabundância de energia química. Apenas os cereais integrais, as frutas, o legumes etc. têm a capacidade de fornecer aquilo de que necessitamos. No caso de desportistas e pessoas que produzem desgaste físico, uma certa quantidade de mel pode ser usada sem problemas.

No caso de diabéticos e hipoglicêmicos, aconselhamos o acompanhamento médico para evitar problemas mais sérios, evitando inclusive orientadores naturistas e macrobióticos que não tenham conhecimentos e experiência em termos de bioquímica e fisiologia, fisiopatologia e clínica médica.

Para pessoas que não têm grandes problemas mas querem parar de consumir açúcar, sugerimos uma eliminação lenta, gradativa, porém consciente, de doces, refrigerantes, sorvetes etc., até adotar uma dieta mais natural e equilibrada. Aproveitamos para alertar que muitos alimentos industrializados e manipulados possuem açúcar, muitos dos quais nem imaginaríamos, como: pão branco comum, pão integral de supermercados, macarrão em pacotes, enlatados, carnes condicionadas, biscoito e bolachas salgadas etc.

Para aqueles que usam adoçantes artificiais, sacarina e ciclamatos, aconselhamos abolir o hábito imediatamente, pois representam produtos muito perigosos. Apesar da comprovação de que são substâncias cancerígenas, verbas astronômicas são gastas por laboratórios interessados em pesquisa do tipo: “Ainda não conseguimos provar que adoçantes sintéticos não produzem câncer”.

Em termos de história, relativamente recente, o homem aprendeu a obter açúcar bruto (mascavo e amarelo), e somente nas últimas décadas os países desenvolvidos começaram a produzir enormes quantidades (dez mil toneladas) de açúcar branco refinado, contendo 99,75 por cento de sacarose, tornando-o um reagente químico. Lado a lado com esta depuração houve um aumento no consumo de açúcar branco atingindo, nos países altamente desenvolvidos, 100/140 g diárias por pessoa.

Tornou-se tão letal, que o nutricionista britânico Dr. A. Yudtkrin batizou seu livro sobre o problema de açúcar “Puro, Branco e Mortal” enquanto o Dr. Hall, cientista canadense, intitulou seu capítulo sobre açúcar, “O Vilão – Açúcar Refinado”.

Enviada por
Dr. Marcio Bontempo

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

De volta!

Oi galera!!! Aff... que fim/início de ano esquisito! Tantas coisas aconteceram, ficamos sem casa e sem trabalho (e sem internet e sem cozinha pra cozinhar coisinhas gostosas, por isso que as atualizações pararam)! Mas por outro lado, quando fomos passar as férias na casa do meu sogro e sogra, recebemos proposta de emprego e para mudar de cidade! Pensa só! Agora temos casa e trabalho! Eba!
Então é isso... agora vou voltar a postar aos poucos okeis?
Bjos a todos e feliz 2010 pra todo mundo!

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dois Anos!

[foto por Denise Rubel - eu e meu lindão no dia do nosso casamento,
durante a cerimônia que foi feita numa chácara, à tarde, ao ar livre]


Suspiros... suspiros... suspiros!
Há dois anos eu estava me casando! De véu e vestido branco, papel passado e muuuuita felicidade!

Eu sei que o blog não é de relacionamentos, mas me deu muita vontade de falar sobre o que eu acredito que seja um casamento. Não sei vocês, mas eu acredito muito em casamento como uma aliança feita por duas pessoas. Algo sem início, sem fim, que já existia antes e continuará a existir até "que a morte os separe".

Hoje em dia chamam de "casamento" um negócio que nem sei dizer o que é... que se um erra, o outro pode jogar todas as promessas, o amor e inclusive a outra pessoa no lixo. Não. Casamento é construção de uma vida, de um amor que supera as dificuldades, de honestidade, de permitir que o outro te conheça como você é... sem julgamentos pelos seus erros, porque o outro também erra. É companhia, compreensão das suas dores do passado, compreensão das suas atitudes no presente, compreensão da sua visão de futuro... É amar sem se importar com os defeitos, porque eles podem ser superados. É entender que não se pode mudar alguém simplesmente porque não concordo com sua maneira de agir em determinada situação... é compreender, é abrir mão... e melhor do que tudo, é receber isso tudo de volta com muito mais intensidade!

Posso passar dificuldades em muitas situações como família, emprego, dinheiro... mas meu casamento é meu porto-seguro, é pra onde corro quando não tenho pra onde ir. Talvez você esteja pensando: "claro, pra ela é fácil... o marido não trai, vivem bem, etc...". Pense mil e uma coisas, mas saiba que eu não ganhei isso de mão beijada não. Sempre lutei pelo meu casamento, antes mesmo de namorar. Eu sempre soube que o que eu queria era um relacionamento pra sempre, com alguém que compartilhasse dos mesmos ideais, das mesmas paixões, do mesmo coração. E absolutamente Deus foi fiel comigo.

Não pense que tudo está perdido. O amor, aquele amor de verdade, não desiste das pessoas como quem desiste de comprar uma roupa nova porque um detalhe não agradou. O amor supera limites.
É isso que tenho vivido, é isso que vou ensinar pros meus filhos.

*A inspiração chegou e ficou! Lindão, te amo!

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

T.P.M., Enxaqueca, Crises Emocionais...

[foto daqui]


Ô sigla ruinzinha hein?
Não sei vocês, mas minhas crises de TPM sempre foram meio intensas. Tudo começou quando as crises de enxaquecas apareceram há uns 4 anos. E continuaram aparecendo mais forte ainda. Fui no neurologista que me receitou um monte de remédios e sugeriu ir à ginecologista. Fui e ela falou que eu começasse a tomar anticoncepcionais, porque poderia ser hormonal. Comecei a tomar e diminuiu bastante, mas as dores de cabeça não deram trégua.
Até que um belo dia fui à nutricionista. Nos primeiros 5 min surgiram as perguntas:
- tem dor de cabeça? (sim, muita!!)
- tem inchaço abdominal? (sim, muitoooo!)
- tem muita vontade de comer doce? (sim, incontrolavelmente!!!)
Então fizemos um teste de 15 dias sem leite e derivados, e sem nada de glúten. E adivinha? Na primeira TPM, não existiu TPM!!! Milagrosamente os sintomas sumiram. Podem falar o que quiser, mas eu "senti na pele essa emoção"...


Esse inverno me descuidei um pouco, esse último mês me descuidei totalmente e adivinhem o que aconteceu? Semana passada foi A CRISE DE TPM MAIS CHOROSA E DEPRESSIVA dos últimos tempos. Comi adoidado, tudo errado, faltei academia, faltei aula, chorei um monte, resmunguei um monte, perdi a paciência com Deus e o mundo... credo! Ainda bem que tenho um marido muito paciente e compreensivo, porque nem eu estava me aguentando. Imagine ele? Coitadinho...


Enfim, hoje resolvi voltar com minha dieta. Sei que vai ser mais difícil, porque quando eu saio do ritmo, pra voltar demoro pra pegar no tranco! Mas eu vou tentar sim. Ninguém merece sofrer né?
Abaixo algumas dicas de alimentação e alongamento para convivermos (ou até eliminarmos!!) essas benditas letrinhas (TPM) no nosso alfabeto. Bjos e bom resto de semana pra nós!



SOBRE A T.P.M.:

Causas

Calcula-se que, no mundo, 40% das mulheres sofram de TPM, mas os sintomas e a intensidade deles variam acentuadamente. Ao longo dos últimos anos, pesquisadores continuam tentando compreender este conjunto de sintomas que atinge as mulheres de sete a 14 dias antes da menstruação e só costumam desaparecer 24 horas depois do seu início.
A causa da TPM ainda não foi descoberta. Embora os sintomas estejam claramente ligados às taxas de hormônios, não foi diagnosticado nas mulheres com TPM um nível de hormônios diferente daquelas que não sofrem do mal.

Tratamentos
Por não ter uma causa definida, o tratamento dependerá do diagnóstico de cada paciente, já que os sintomas mais comuns são tratados separadamente. A medicação depende do mal predominante. Analgésicos, implantes hormonais e até antidepressivos têm sido usados.
Normalmente, as mulheres com TPM convivem com os sintomas durante anos até pensarem em se tratar. A primeira fase do tratamento consiste basicamente em adquirir hábitos mais saudáveis – capazes de reduzir drasticamente os desagradáveis efeitos de alguns sintomas.
Entre estes hábitos estão praticar exercícios regularmente, eliminar a cafeína – estimulante que pode aumentar a sensação de cansaço –, largar o cigarro, evitar excesso de bebidas alcoólicas (que podem acentuar sintomas como depressão e enxaqueca), e buscar formas de reduzir o estresse. Medidas saudáveis, e não só para as mulheres, aliás.
Embora nada possa ainda ser anunciado para a cura total da TPM, alguns alimentos parecem piorar os sintomas, enquanto outros podem aliviá-los. Uma dieta rica em potássio e carboidratos ajuda a eliminar o inchaço. Diminuir o sal e aumentar a ingestão de líquidos também contribui para aliviar este sintoma.

Auxílio
Movimentos de yôga também podem ajudar a amenizar a TPM, atuando como relaxantes em dias de fúria ou estimulantes quando o problema é a sensação de moleza. Para os dois casos, a professora Maria Renée Janikian, da Fórmula Academia, sugere a sequência de 12 posturas da saudação ao sol (surya namaskar). O resultado varia conforme o jeito de respirar e o tempo usado no movimento. 

Para ESTIMULAR execute cada postura na sequência, sem tempo de permanência em nenhuma delas; a ênfase é colocada na inspiração.


Para RELAXAR vale a mesma sequência, mas com pequena permanência em cada postura (alguns segundos), respirando naturalmente algumas vezes.

Dicas de Alimentação
1. Reduza a ingestão de cafeína. Contida no café e chás escuros, nos chocolates e em muitos refrigerantes, a cafeína aumenta a ansiedade e a instabilidade emocional.
2. Diminua o consumo de bebidas alcoólicas, que normalmente provocam dores de cabeça, fadiga e depressão.
3. Controle o sal e os alimentos ricos em sódio, como enlatados, embutidos, refrigerantes, temperos prontos e caldos de carne. Isso reduz o inchaço causado pela retenção de líquidos pelo corpo.
4. Aumente a ingestão de alimentos ricos em cálcio (amêndoas, algas, os vegetais verdes como brócolis, folhas verde-escuras como couve, sementes de gergelim, feijão e grão-de-bico cozidos, tofu, etc). Isso vai ajudar a reduzir o inchaço e a variação de humor.
5. Consuma alimentos diuréticos, que ajudam a diminuir a retenção de líquidos, como abacaxi e melancia.

Não se renda ao chocolate: é comum a mulher sentir vontade de comer doces no período pré-menstrual. Isto ocorre porque o açúcar libera endorfina, gerando uma sensação de bem-estar. No entanto, ele também facilita a retenção de líquido; além disso, os doces são muito calóricos, o que muitas vezes promove o ganho de peso. Assim, a melhor opção é substituí-lo por um alimento de sabor doce, mas que não contenha açúcar.

*E eu ainda incluo nessas dicas de alimentação uma dica de ouro que minha nutricionista passou pra mim. Toda vez que eu faço é certo que a TPM vai passar em branco: isenção total do glúten 10 dias antes de vir a menstruação. Junto com a alimentação balanceada, é tiro certeiro!

[Fontes: Saúde na Rede, Folha OnLine, Ideal Dicas]

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Intoxicação Alimentar

Povo do céu... pensa numa pessoa que passou mal esses últimos dias: fui eu.
Suspeitei de intoxicação alimentar, graças a Deus não precisei ir pro hospital tomar soro, mas o resto (que nem vou descrever aqui neste blog) aconteceu.

Fiquei à base de água, gatorade, caldo de batatinha, arroz e frango só com um tico de sal, água de coco e cama. Muita cama! Ainda bem que tenho um marido coisa mais fofa que me cuidou direitinho e 4 médicos na família... hehehe e meu primo amado, com quem falei, disse que pelo quadro que eu apresentei não era necessário tomar remédio e nem soro. Apenas repor todos os líquidos perdidos, comer pouquinho porém mais seguido e repousar. Ó que chique! Agora falando parece uma boa idéia, mas na madrugada de 2ª não tava tão bom assim... Ainda estou me recuperando, mas acho que pior já passou.


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Algumas informações sobre Intoxicação Alimentar

Causas mais comuns: A deterioração dos alimentos. O cozimento por complexo destrói as bactérias nocivas

"Deve ter sido alguma coisa que eu comi." Quantas vezes você já disse ao sentir um indisposição acompanhada de vômitos, dores de estômago e diarréia? De fato, os casos de uma ligeira intoxicação alimentar se tornaram tão comuns hoje em dia que dificilmente achamos necessário consultar um médico a respeito.

Intoxicação alimentar é o nome que se dá aos sintomas desagradáveis que uma pessoa experimenta depois de ingerir alimentos contaminados por certas bactérias nocivas. Contraindo a crença popular de que alimentos deteriorados costumam provocar intoxicação alimentar, as bactérias que deterioram os alimentos não são a causa mais comum desse distúrbio. Na realidade, esse tipo de intoxicação é muito raro porque, em geral, as pessoas não chegam a ingerir um alimento que está notoriamente estragado. Muito pelo contrário, a comida contaminada que realmente provoca a intoxicação quase sempre tem aparência, cheiro e gosto normais.

Tipos de intoxicação alimentar

Em geral, a intoxicação alimentar é provocada por três tipos de bactérias. Cada uma delas se desenvolvem num determinado tipo de alimento (necessitando de certas condições especiais para poder se multiplicar) e produz um conjunto deferente de sintomas.

Intoxicação por salmonela

As bactérias do tipo salmonela são a causa mais freqüente de intoxicação alimentar. Elas contaminam todos os tipos de carne usados na nossa alimentação, antes mesmo de o animal ser abatido. Depois que um animal é contaminado pela salmonela, ele se torna portador e propagador da bactéria, pois, como ela é eliminada junto com as fezes, o solo e a água usados pelo animal também ficam contaminados, afetando outros animais. Os métodos modernos de cultivo intensivo, utilizado atualmente nas fazendas, também facilitam a disseminação da salmonela e, em geral, a infecção não chega a ser descoberta porque os animais afetados quase nunca mostram sinais de doença. Depois, quando o animal doente é enviado ao matadouro para ser abatido , outros animais ficam expostos aos germes, principalmente quando as normas de higiêne são negligenciadas. Como é praticamente impossível distinguir entre carne sadia e contaminada pela salmonela, a carne infectada acaba sendo comercializada da maneira habitual.

O cozimento completo da carne contaminada, seja em casa, seja por meio de processamento industrial do produto, destrói totalmente as bactérias nocivas, exceto nos casos de carne descontaminada volta a entrar em contato com outras carnes infectadas pela salmonela. Existe perigo toda vez que a carne não é cozida durante o tempo necessário e a uma temperatura suficiente alta para matar a salmonela. Isso acontece, por exemplo, com as aves congeladas antes de serem levadas ao fogo. Se uma galinha ou um peru grandes forem assados a uma temperatura demasiado baixa, de modo que o calor não chegue a atingir o centro da ave, há uma grande possibilidade de que as bactérias sobrevivam. Nesse caso, elas continuarão a se reproduzir e contaminarão todo o resto da carne, tornando-a inadequada para o consumo. Por isso deve-se tomar muito cuidado com os frangos grelhados habitualmente vendidos em rotisserias, porque são assados a temperatura muito baixas, insuficientes para exterminar as bactérias. A intoxicação por salmonelas também pode ser provocada pela clara de ovo que, depois de se tornar contaminada, passa por processo de desidratação, ou congelamento e é utilizada, sem cozimento, para coberturas e recheios de bolo.

Sintomas

Se uma pessoa ingere um alimento contaminado por salmonela, 12 ou 48 horas depois ela pode Ter diarréia, embora esta possa se limitar a apenas um ligeiro desarranjo intestinal.

A gravidade dos sintomas varia de pessoa para pessoa, dependendo da quantidade de toxina ingerida e da resistência natural de cada organismo. Embora a intoxicação por salmonela quase nunca cause enjôos e dores de estômago, a pessoa contaminada pode Ter, além da diarréia, um pouco de febre e dor de cabeça. Em geral, numa pessoa com saúde normal, os sintomas desaparecem após três ou quatro dias. No entanto, as pessoas contaminadas continuam portadoras da doença durante vários meses. A razão é que, embora os sintomas tenham desaparecido, as bactérias continuam presentes no intestino e são eliminadas com as fezes. Por esse motivo, é muito importante lavar sempre as mãos depois de ir ao banheiro, principalmente se a pessoa vai manipular alimentos e utensílios usados para comer.

Tratamento: É sempre aconselhável procurar um médico.Nos casos menos graves, um dia de repouso e a ingestão de uma grande quantidade de água ou de sucos, para compensar a perda de líquidos provocada pela diarréia ou pelos vômitos, serão o bastante para a recuperação. Também é aconselhável evitar alimentos sólidos durante um ou dois dias. Se os sintomas persistirem, é aconselhável procurar um médico.

Cuidados especiais

Se os sintomas forem muito acentuados ou levarem mais de três dias para desaparecer, o paciente deve consultar um médico sem demora. No caso de bebês, crianças ou pessoas idosas afetados pela doença, também é preciso consultar um médico imediatamente após o aparecimento dos primeiros sintomas. Nesses casos, a perda de líquidos, em conseqüência da diarréia ou dos vômitos, pode levar uma rápida desidratação e consequentemente se transformar num problema sério.

Os antibióticos raramente são receitados para pacientes com intoxicação alimentar porque, em geral, eles atuam apenas sobre a corrente sangüínea, e as salmonelas estão presentes no intestino. Além disso, os antibióticos podem até mesmo impedir que o mecanismo natural de defesa do organismo combata a infecção.

Intoxicação alimentar por clostrídios

A bactéria responsável por esse tipo de intoxicação alimentar, o Clostridium prefringes, se torna ativa - e causa problemas – durante o cozimento dos alimentos. Os pratos à base de carne, como os ensopados e as tortas, por exemplo, são particularmente suscetíveis ao ataque desses germes. Essas bactérias, que estão presentes no ar, na poeira e no chão, disseminadas pelas moscas, são indestrutíveis e sobrevivem à fervura durante horas seguidas. Em temperatura abaixo de 20ºC, ou acima de 60ºC, elas se mantém inativas. Porém, entre esses dois limites, elas se multiplicam rapidamente, contaminando o alimento é mantido aquecido durante várias horas após o cozimento, quando, quando ele é esfriado lentamente e em seguida não obtém uma refrigeração adequada ou quando ele é requentado durante vários dias seguidos.

Sintomas

Os sintomas desse tipo de intoxicação surgem em geral entre 12 e 24 horas após a ingestão do alimento contaminado. Na maioria dos casos, o paciente tem fortes e persistentes does abdominais seguidas de diarréia,. Entretanto, a temperatura permanece normal e é rara a ocorrência de vômitos. Embora a pessoa se sinta bastante indisposta durante todo o tempo em que os sintomas persistirem, eles desaparecem depois de um ou dois dias. Se os sintomas continuarem presentes por mais tempo, é possível que o problema tenha uma causa completamente diferente.

Tratamento: É sempre aconselhável procurar um médico. Este tipo de intoxicação alimentar deve receber o mesmo tratamento dado à intoxicação por salmonela. O paciente necessita de um dia de repouso e deve ingerir uma grande quantidade de líquidos. Caso a diarréia persista, ele deverá seguir tratamento médico. De qualquer maneira, sempre é aconselhável procurar um médico se os sintomas forem muito acentuados e persistentes ou se o paciente for uma criança ou uma pessoa idosa.

Intoxicação alimentar por estafilococos

O Staphylococus aureus, um microorganismo que causa uma outra forma muito comum de intoxicação alimentar , geralmente está presente na superfície da pele, principalmente em torno do nariz, e também em certas infecções cutâneas, tais como cortes sépticos, espinhas e furúnculos. Um corte infeccionado na mão ou no braço de uma dona de casa que prepara uma refeição para sua família, por exemplo, pode contaminar os alimentos se eles não forem cozidos a um temperatura de 60ºC ou mais durante no mínimo meia hora. Se os alimentos contaminados por esta bactéria forem ingeridos crus ou parcialmente cozidos, eles podem provocar uma intoxicação alimentar que, na verdade, não é causada pela própria bactéria, mas sim pela toxina que ela produz.

Os alimentos comumente relacionados com esse tipo de intoxicação são presunto, língua, carnes defumadas (os conservantes usados nesses alimentos, infelizmente não eliminam as bactérias), pasta de carne, maionese, sorvetes, confeitos e doces industrializados.

Sintomas

Os sintomas surgem de uma a quatro horas após a ingestão do alimento contaminado e costumam ser bastante acentuados. Logo no início, o paciente sente tonturas e náuseas. Esses primeiros sintomas são acompanhados de vômitos abundantes que duram entre quatro e seis horas. Algumas pessoas também têm diarréia, sobretudo se ingerirem uma grande quantidade de toxina. A maioria dos pacientes se recupera em um período de 24 horas, mas as crianças e as pessoas idosas costumam levar mais tempo para se fazer.

Tratamento: É sempre aconselhável procurar um médico. O tratamento para esse tipo de intoxicação alimentar é exatamente o mesmo indicado para intoxicação por salmonela e por clostrídio- repouso e uma abundante ingestão de líquidos.

Tipos de intoxicação pouco freqüentes

Uma forma muito grave, embora extremamente rara, de intoxicação alimentar é o botulismo , doença causada por uma bactéria do gênero Clostridium. Em vez de atacar o intestino, como os outros tipos de intoxicação alimentar, o botudismo ataca o sistema nervoso e requer um tratamento totalmente diferente. O paciente com butolismo precisa ser internado num hospital, onde é submetido a um tratamento intensivo.

Como evitar a intoxicação alimentar

Muitas pessoas chegam a achar exagerados alguns dos cuidados que relacionamos abaixo. Mas, considerando os perigos que sua não observância acarreta, eles até que valem a pena. Mas ainda: são precauções muito fáceis de tomar e exigem muito pouco esforço.

  • Lave sempre as mãos depois de ir ao banheiro e antes de preparar os alimentos. Se você tiver um ferimento nas mãos ou nos braços, proteja - o com esparadrapo e use luvas de borracha.
  • Lave bem frutas e verduras em água corrente, sobretudo se você pretende ingeri-los crus.
  • Certifique - se de que os alimentos estão sendo cozidos da maneira certa. Em caso de dúvidas sobre a temperatura da água ou o tempo de cozimento corretos, consulte um bom livro de culinária.
  • Degele completamente a carne de aves antes de levá- la ao fogo. As carnes de vaca, carneiro e peixe podem ser cozidas logo depois de serem tiradas do congelador.
  • Se você fez um ensopado e pensa utiliza - lo em mais de uma refeição, cozinhe rapidamente, cubra e conserve num lugar frio, de preferência na geladeira. Esta precaução é particularmente importante se você pretende come-lo frio, ou deixá-lo para o dia seguinte.
  • Se quiser manter a comida quente para alguém que chegará depois, mantenha - a aquecida a uma temperatura superior a 60ºC.
  • Quando você for requentar a comida, faça-o de maneira que ela seja totalmente reaquecida e requente apenas a quantidade que você irá comer realmente.
  • Não deixe a carne crua entrar en contato com a que está cozida ou assada. Evite comprar em estabelecimento onde carnes cruas e cozidas ficam juntas.
[Fonte: Saúde Vida On Line]

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Filhos Obesos


Olá meninas!! Como foram de dia das mães? Muitas comilanças?? Nem me fale... Bom, o meu fim de semana, além de cheio de comidas proibidas (hehehe) foi puxado. Estamos na função da mudança ainda. Já mudamos a metade da casa, mas o mais trabalhoso que é a cozinha ainda não mudamos. De resto o apê tá ficando bem fofinho!!Achei esse artigo que a Kah me mandou, é muito legal. Aproveitando o embalo com o tema "mãe". Bjokas e espero que gostem!


Mães estressadas, filhos obesos

Karine Rizzardi

Estudos da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostram que a ansiedade da mãe pode estar relacionada ao excesso de peso da criança.
Teoricamente falando, esse estudo comprovou que as crianças também se utilizam do excesso de comida, para compensar o estresse. Isso se explica porque a criança que cresce em um ambiente estressante, onde há sempre agitação excessiva, lugar de muitas gritarias e momentos de brigas nos horários das refeições, onde deveria se ter harmonia e conversas saudáveis, eles tendem a aumentar o cortisol do cérebro (hormônio do estresse), onde o excesso do mesmo libera no corpo um desejo enorme da pessoa consumir excessos de doces e/ou gorduras, como batatas fritas, frituras, etc...
Esse estudo foi publicado na revista Pediatrics e o levantamento acompanhou 841 crianças, onde foi percebido que o risco dos pequenos se tornarem obesos aumenta quando a mãe apresenta sintomas de depressão e ansiedade.


De certa forma isso é transferido para a criança, onde a mesma passa a ingerir mais alimentos, como forma de proteger a mãe das tristezas. A criança então, tenta transferir o problema da mãe, para ela mesma, no intuito de aliviar a tensão dos pais.
Além de observar que os nervos a flor da pele influenciam no peso da garotada, os autores notaram que isso acontece principalmente em casas onde ocorre o excesso de comida, ou seja, naqueles lares onde os filhos estão longe de passar fome.
Esta análise foi realizada com crianças e adolescentes com idade de 03 a 17 anos. Segundo os autores, no entanto, o alerta só é considerado relevante para garotos e garotas dos 03 aos 10 anos, pois depois dessa fase, meninos e meninas encontram outras válvulas de escape.
Isso é para vermos o quanto os pais exercem influência no comportamento dos filhos, mesmo que estes não percebem a profundidade e importância da mesma.


A autora é psicóloga especialista em casais e famílias.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mais sobre o Glúten

Mais um artigo que achei na Internet falando sobre o glúten, alergia, intolerância e doença. Espero que seja útil!

A diferença entre alergia ao glúten e doença celíaca
Somos únicos e resultamos da interação de nosso exclusivo genótipo com o meio ambiente. Isso se reflete em nosso temperamento, nossa imunidade, nossa pele, sede e apetite. Por exemplo, pessoas que vivem em ambientes muito frios tendem a ter a pele mais clara, comem alimentos com mais gordura e são mais introspectivos. No que se refere aos alimentos não é diferente, possuímos reações individuais a eles. 
Os alimentos não podem chegar ao sangue inteiros, pois causariam um choque anafilático, precisam ser bem digeridos. Este papel cabe ao trato gastrintestinal que transforma alimentos em nutrientes para serem usados pelas células, mas infelizmente, nem sempre este aparelho consegue fazer o seu trabalho.
Quando a digestão não ocorre de forma adequada há um sistema bastante especializado para evitar este tipo de acidente, a tolerância oral, que serve para proteger nosso corpo dos possíveis alergenos. O órgão responsável pela tolerância oral é o sistema imune entérico (fica dentro do intestino) que serve para combater parasitas, vírus e alimentos mal digeridos. 
Este sistema avisa às outras células do seu exército, por meio da histamina (aminoácido) que recebeu este “estranho” e que se por ventura outro cruzar seu caminho, deve ser atacada. Este mecanismo é chamado de alergia alimentar, que pode apresentar-se de várias maneiras e intensidades. Desde a alergia imediata em que as manifestações ocorrem até 2 horas após o contato até as alergias tardias que podem levar até 4 dias para produzirem reações.
As reações alérgicas do tipo tardio chamada segundo a classificação de Gell e Coombs, tipo IV são bastante difíceis de ser diagnosticadas, dificultando assim seu tratamento. 
Duas alergias bastante comuns que se enquadram neste tipo são a alergia à proteína do leite de vaca e alergia ao glúten.
A doença celíaca é a enteropatia (doença intestinal) mais extensa que leva à má absorção e é associada com uma sensibilidade à gliadina encontrada no trigo, centeio e cevada. Esta alergia ocorre devido à reação auto imune (quando o sistema imunológico ataca as células do corpo) contra as estruturas intestinais, desencadeada somente quando há consumo de alimentos que contem glúten.

O que é Doença Celíaca?
A Intolerância permanente ao glúten, costuma se manifestar na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo, entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação.

O que é o Glúten ?
É a principal proteína presente no Trigo, Aveia, Centeio, Cevada, e no Malte (subproduto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis.
O prejudicial e tóxico ao intestino do paciente intolerante ao glúten são proteínas constituintes do glúten como a gliadina do trigo, a Hordeína da , a Avenina na Aveia é a Secalina no Centeio. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isto uma dieta deve ser seguida à risca. O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos alimentos.
De acordo com a lei 10. 674 – 16/05/2003 os portadores de doença celíaca, conquistaram o direito junto à Anvisa de conter junto aos rótulos de alimentos uma observação sobre o conteúdo de glúten no alimento. Art. 1o Todos os alimentos industrializados deverão conter em seu rótulo e bula, obrigatoriamente, as inscrições "Contém Glúten" ou "Não contém Glúten", conforme o caso.

Como se faz o Diagnóstico da Doença Celíaca?
São realizados exames especializados para avaliar a absorção da D.XILOSE e dosagem de gordura nas fezes, assim como dosagem de anticorpos antigliadina, antiendomíseo, e antitransglutaminase, porém, É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIA a realização da Biopsia do Intestino Delgado (BID), para estabelecer o diagnóstico da Doença Celíaca, a qual deve ser obtida, preferencialmente, da junção duodeno-jejunal. 
Porém, não são apenas os celíacos que não devem consumir glúten, pois há pessoas com alergia alimentar ao trigo que ao fazer o exame para doença celíaca obterão resultado negativo, mas se beneficiarão ao fazer a dieta com exclusão de glúten. O glúten é uma proteína elástica que ao ser consumido em grande quantidade, pode formar uma massa viscosa que se adere ás paredes intestinais, podendo fixar-se causando alteração na sua motilidade e função. 
Muitas pessoas que apresentam constipação, gases, enxaquecas, dores articulares, compulsão alimentar, hiperatividade podem estar apresentando estes sintomas devido ao acúmulo de glúten nas paredes intestinais, que passa a dificultar a produção de neurotransmissores como a serotonina.
Mas o que é consumir em grande quantidade? Pão francês no desjejum, macarrão no almoço, biscoito no lanche, pizza ou sanduíche no jantar – houve o consumo de no mínimo 4 vezes ao dia do mesmo tipo de cereal, sendo que poderíamos consumir arroz integral, quinua, milho, aipim, batata, grão de bico, lentilha, ervilha, feijão. O nosso grande desafio é evitar a monotonia alimentar, pois quanto mais variada for nossa alimentação, menor o risco de desenvolvermos deficiências nutricionais e alergias alimentares. 

[Fonte: Site Médico]

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sobre o Glúten


Achei duas reportagens que falam sobre o glúten, bem interessante, talvez alguns até já tenham lido, mas achei legal colocar aqui pra vocês. A Revista Época acha que pode ser meio modismo, já o segundo artigo, de um outro jornal, defende a não ingestão de glúten. Ambos estão aí para vocês!

REVISTA ÉPOCA:

Por que a proteína presente naturalmente no trigo é acusada de ser o mais novo inimigo da saúde?

Pão quentinho, pizza crocante, bolo de chocolate. Esses prazeres corriqueiros são um perigo para a saúde de um grupo de pessoas: os portadores de doença celíaca, distúrbio genético que prejudica o funcionamento do intestino delgado e a absorção de nutrientes. Essas pessoas têm intolerância ao glúten, proteína presente no trigo, no centeio, na aveia, no malte e na cevada. Caso o celíaco não evite alimentos com a substância, poderá sofrer desde desconfortos gastrintestinais até doenças graves, como osteoporose e câncer de intestino. Isso é conhecido pela medicina e pelos consumidores há muitas décadas. Mas nos últimos meses o glúten vem sendo acusado de fazer mal a uma parcela muito maior da população.

Nos Estados Unidos, ele tem sido apontado como deflagrador de problemas em pessoas que nunca tiveram a intolerância à proteína constatada por exames. Alergias de pele? Dor de estômago? Infertilidade? Depressão? Culpa do glúten, acreditam muitos americanos. Alguns pacientes dizem que bastou excluir a proteína da dieta e os problemas desapareceram. Até que ponto a acusação faz sentido?

Não há como negar o efeito negativo do glúten sobre os celíacos. Ele contém uma substância tóxica chamada gliadina, que desencadeia os sintomas em quem já nasce com uma predisposição genética ao distúrbio. No Brasil, estima-se que uma em cada 600 pessoas seja celíaca. Com deficiência de nutrientes e baixa imunidade, o organismo pode apresentar problemas como alergias, infertilidade, ansiedade e até mesmo depressão. A ligação do glúten com essas doenças faz sentido no caso dos celíacos. Mas muitos dos mecanismos de ação ainda são desconhecidos pelos médicos. O que não faz sentido para a maioria dos especialistas é acusar o glúten de ser a causa desses problemas em pessoas que não são intolerantes a ele.

A constatação de intolerância ao glúten é feita por meio de um exame de sangue específico. Depois, é confirmada por biópsia. O paciente é submetido a uma endoscopia e com uma pinça, o médico retira fragmentos do intestino delgado. Se nesses fragmentos forem encontradas alterações que impeçam a absorção de nutrientes, o glúten deve ser evitado. Nos Estados Unidos, estudos parciais apontavam uma possível alergia temporária ao glúten. "Mas os trabalhos não são consistentes", diz a gastrenterologista infantil Maraci Rodrigues, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Algumas pessoas têm alergia ao glúten. Ela não é temporária. Sempre que a proteína é ingerida, o organismo reage com vermelhidões na pele, diarréia, vômito. Em casos graves, a respiração pode ser interrompida.

O glúten não é um nutriente essencial para a saúde. Os consumidores podem muito bem viver sem ele, resistindo a alguns prazeres. "A pessoa precisa estar disposta a abrir mão de uma cervejinha gelada", diz o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

A vida sem glúten também é mais cara. Um pacote de macarrão sem glúten, por exemplo, custa 50% a mais que o produto convencional. Esse é um mercado em expansão. Nos Estados Unidos, produtos livres de glúten movimentavam cerca de US$ 200 milhões no começo da década. A estimativa para 2010 é que as vendas alcancem US$ 1,7 bilhão.

No Brasil, as alternativas para quem não pode - ou não quer - ingerir glúten aumentaram, embora ainda sejam restritas. Um exemplo é a rede americana de restaurantes Outback Steakhouse. Ela é uma das poucas que oferecem no cardápio opções de pratos sem glúten. "É uma política internacional da empresa", diz a gerente de Comunicação, Elen Cunha. Um dos itens mais procurados é um brownie de chocolate sem farinha. Segundo a empresa, outros pratos podem ser preparados sem a proteína. Basta o cliente pedir. Mas a razão para banir o glúten da dieta é apenas quando os médicos indicam e exames comprovem que ele é a raiz dos problemas. 

O que se sabe sobre os efeitos do glúten?
Ele é a principal proteína do trigo. É encontrado também no centeio, na cevada, no malte e na aveia. Contém uma substância que, em algumas pessoas, pode desencadear dois problemas

Alergia alimentar
O que éConsequências
Surge quando o organismo é sensível ao glúten. A alergia é semelhante à provocada em algumas pessoas por outros alimentos, como leite, chocolate ou camarãoA reação é imediata. Podem surgir vermelhidões na pele, gases, dores de estômago, diarréia, vômitos e até impossibilidade de respirar (edema de glote)
Doença celíaca
O que éConsequências
Distúrbio causado pela intolerância ao glúten. O corpo libera substâncias que danificam a mucosa do intestino. O órgão deixa de absorver os nutrientes dos alimentosSem nutrientes, o organismo enfraquece e perde imunidade. Podem ocorrer diarréia, emagrecimento, dores de estômago, anemia, coceira e bolhas na pele
Outros danos possíveis
• Manchas nos dentes
• Osteoporose
• Aborto espontâneo
• Infertilidade
• Convulsões
• Ansiedade
• Depressão
A Polêmica
Os cientistas reconhecem a possível relação do glúten com esses problemas.
Mas não sabem como ele poderia causar os danos. Segundo o conhecimento atual, esses males podem ocorrer apenas nas pessoas que sofrem de doença celíaca. Há suspeitas de que possam atingir uma parcela maior dos consumidores.


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JORNAL CONVERSA PESSOAL:
Glúten provoca diversas complicações

O inimigo de quem busca uma vida saudável está no pão, no bolo ou na cerveja. É o Glúten – uma substância encontrada no trigo, no centeio, na aveia e na cevada. Segundo médicos e especialistas, ao chegar no intestino o glúten transforma-se em uma espécie de cola grudando nas paredes intestinais. Com o passar do tempo, provoca saturação do aparelho digestivo, aumento da gordura na região do abdome, dores articulares, alergias cutâneas e depressão.

Muito desses problemas de saúde são em decorrência na mudança de cardápio dos brasileiros que passaram a comer em excesso alimentos ricos em glúten como pães, biscoitos, macarrão e bolos. Hoje até queijos embutidos vem com a substância. A nutróloga Clara do Brandão, do Ministério da Saúde, alerta para a criação de uma soberania alimentar. “Mandioca, milho e arroz no lugar do trigo importado, que faz tanto mal a saúde”, disse. 

O corpo responde de diversas maneiras: obesidade, síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio, alergias, diarréias e doenças auto-imunes. O nutrólogo João Curvo conta que os chineses consideram o excesso de glúten sinal de má higiene interna já que o metabolismo emperra, favorecendo bactérias que gostam de calor e estagnação. 

A dieta sem glúten é moda nas academias pois o emagrecimento e a redução de gordura na área abdominal é comprovada. Muita gente está incluindo na alimentação pães de aipim e de milho, macarrão de arroz e cookies de soja. O nutricionista Leonardo Haus está recomendando a dessensibilização ao glúten. Trata de um período de três meses no qual não se pode comer os quatro cereais que contêm o glúten - trigo, centeio, cevada e aveia. “A idéia é uma reeducação alimentar. Você pode comer um pãozinho mas o excesso pode alterar todo o seu metabolismo, baixar a imunidade do organismo e levar doenças. Mas é bom lembrar que nem todo obeso tem essa intolerância alimentar”, explica. 

Intestino sem glúten produz serotonina e gera alegria, é a afirmação de especialistas da área nutricional. As dificuldades no começo da dieta podem aparecer, por isso uma boa dica para ter o sucesso esperado é a ingestão constante de frutas, que além de leves são nutritivas e de baixa caloria. Outro fator importante é procurar no mercado alimentos produzidos com boa qualidade. 

Pessoas alérgicas aos efeitos do glúten estão agindo de maneira mais radical e submetendo-se a colonterapia. Um procedimento de lavagem do intestino grosso que faz circular de 40 a 50 litros de água provocando uma limpeza geral. Um dado interessante: os alimentos em geral levam 18 horas da mastigação até a eliminação pelo reto. Alimento com o glúten leva 26 horas. Consumido em excesso vai retendo cada vez mais toxinas no organismo e promovendo a disbiose, que é a alteração da flora normal, com fermentação e retenção de líquidos. Podendo ocorrer uma série de doenças articulares, auto-imunes e depressão. Depois da colonterapia, o intestino volta a produzir o neurotransmissor da alegria – serotonima. 

Ainda existem casos que as pessoas tem uma intolerância genética ao glúten, os celíacos. Pesquisas indicam que um em cada 300 brasileiros são portadores da doença. O diagnóstico é difícil pois é uma doença pouco conhecida no Brasil. Se o glúten é estritamente proibido para os celíacos, as pessoas que não sofrem do problema não precisam ser tão radicais. Comer um pãozinho de vez em quando está liberado. 

Problemas relacionados ao consumo de glúten:
- Intolerância alimentar: o glúten é uma cola que adere as paredes intestinais e vai bloqueando o funcionamento do intestino. Os primeiros sintomas são intolerância alimentar, desconforto abdominal, gases e retenção de líquidos.
- Obesidade: Com o metabolismo lento não se processa devidamente os alimentos tendo como conseqüência o acúmulo de gordura abdominal. 
- Baixa imunidade: afeta o sistema imunológico favorecendo doenças auto-imunes. 
- Intoxicação e enxaqueca: o metabolismo estagnado dificulta a eliminação das toxinas elevando o risco de doenças como dores de cabeça e enxaquecas. 
- Açúcar: Como o glúten é aliado do açúcar, seqüestrador do cálcio, aumentam os riscos de osteoporose, cáries, ranger de dentes, insônia, hipertensão e colesterol alto. 



*Saiba mais sobre o Glúten:

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